Elefante colorido
Também conhecida como: Elefantinho colorido, Cor-cor, Camaleão
2 anos 3 anos Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações Corpo, gestos e movimentos O eu, o outro e o nós
Resumo rápido
- Faixa etária
- 2 anos; 3 anos
- Participantes
- 4 a 15 crianças
- Duração
- 10 a 20 minutos
- Espaço
- Sala ou pátio com cores variadas à vista e espaço livre para correr
- Tipo
- Tradicional / popular; Motora / perseguição; Com regras
- Você vai precisar
-
- Nenhum. Vale usar o que já existe no espaço (roupas, brinquedos, paredes, plantas)
- Opcional: cartões ou objetos de cores fortes para a variação com bem pequenas
Uma criança grita uma cor e as outras correm para tocar algo daquela cor. Nomear cores, procurar, correr e esperar a vez, com uma regra só.
Idade indicada. Com corrida, nomeação de cores e troca de quem grita, a partir dos 3 anos. Na turma de 2 anos, a professora é quem grita a cor e mostra um objeto dela na mão: a criança procura e toca, no seu tempo.
Vídeo de demonstração (30 a 40 segundos, com adultos) em produção.
Como brincar
- Combine com a turma: uma criança é o "elefante" e fica no meio. As outras ficam em volta.
- Todos perguntam juntos: "Elefante colorido!" O elefante responde: "Que cor?" e grita uma cor, por exemplo "azul!".
- As crianças procuram algo azul no espaço e correm para tocar: uma camiseta, a parede, um brinquedo.
- Enquanto procuram, o elefante tenta pegar alguém que ainda não tocou a cor. Quem for pego vira o próximo elefante.
- Se ninguém for pego, o elefante grita outra cor. Com os pequenos, troque o elefante a cada rodada para todo mundo gritar uma vez.
- Para terminar, a professora grita "todas as cores!" e cada criança toca o que quiser. Pronto para a roda de volta.
Letra
— Elefante colorido!
— Que cor?
— Azul!
Bia: Quando a cor é difícil de achar, eu seguro um objeto dela bem alto. Aí todo mundo acha.
Variações
- Turma de 2 anos: sem pega. A professora grita a cor segurando um objeto daquela cor; as crianças procuram e tocam. Cartões coloridos no chão ajudam.
- Elefante de formas: no lugar de cores, grita-se "redondo", "quadrado" ou "grande".
- Elefante sonoro: quem grita a cor também faz um som; todo mundo repete o som enquanto corre.
- Turma grande: dois elefantes no centro, cada um grita uma cor por vez.
- Espaço pequeno: no lugar de correr, caminha-se; a regra muda para todos.
Teo: E se a cor fosse a do que a gente está vestindo? Gritei "vermelho" e quem tem vermelho na roupa vira estátua.
Todo mundo brinca
Bia: Aqui todo mundo brinca. A brincadeira é que se adapta.
- Criança cadeirante: percorre o espaço com a cadeira; o elefante só pega tocando no ombro, nunca na cadeira. Objetos das cores ficam em altura alcançável.
- Baixa visão ou cegueira: a cor vem com um objeto na mão e uma pista sonora ("azul, aqui!"); uma colega faz dupla e vai junto.
- Daltonismo: combine cores que a criança distingue bem (azul e amarelo) e evite pares vermelho e verde; a cor pode vir com o nome do objeto ("azul, o balde").
- Surdez ou deficiência auditiva: o elefante mostra um cartão da cor ao gritar; a turma repete o gesto para a cor combinado antes.
- Autismo: mostre os cartões das cores antes de começar; a criança pode ser o elefante com a professora ao lado; permita que fique fora da corrida e só toque a cor.
Na BNCC
Campos de experiência predominantes: Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações Corpo, gestos e movimentos O eu, o outro e o nós
Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento
Como ler o código: EI = Educação Infantil; 01, 02 ou 03 = grupo etário da BNCC; duas letras = campo de experiência; número final = ordem do objetivo.
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EI02ET05Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).
Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações · BNCC: crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) -
EI02CG02Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas.
Corpo, gestos e movimentos · BNCC: crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) -
EI02EO06Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.
O eu, o outro e o nós · BNCC: crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) -
EI02EF01Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
Escuta, fala, pensamento e imaginação · BNCC: crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
As faixas deste acervo seguem as turmas e as revistas da escola: Bebês, 2 anos e 3 anos. Na BNCC, bebês vão até 1 ano e 6 meses (EI01) e crianças bem pequenas de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses (EI02); assim, a faixa Bebês do site abrange o fim do grupo EI02 e as faixas 2 anos e 3 anos pertencem ao mesmo grupo EI02. Os códigos de objetivos seguem sempre a BNCC.
Direitos de aprendizagem predominantes: Brincar, Explorar, Participar, Conviver.
O que a criança desenvolve
- Cognitiva (reconhecer e nomear cores, classificar)
- Motora (correr, parar, mudar de direção)
- Linguagem (nomear, perguntar e responder)
- Social (esperar a vez, aceitar a regra)
Enunciados transcritos de memória a partir da BNCC (2017). Conferir cada código no documento oficial antes da banca.
Tecnologia desplugada
Conceitos de pensamento computacional que esta brincadeira exercita, sem nenhuma tela: Condicional (se… então…)Reconhecimento de padrõesAbstração
O elefante colorido é uma regra condicional vivida com o corpo: "se a cor é azul, então toco algo azul". Procurar o azul entre tudo o que está na sala é reconhecer um padrão e classificar; a palavra "azul" representa todos os objetos azuis, que é uma abstração. Com os pequenos, a linguagem é "se… então…" e "igual, diferente".
O que é tecnologia desplugada e por que ela está neste acervo
Mediação do professor
Como propor
Comece sendo o elefante nas duas primeiras rodadas, gritando cores fáceis de achar (a cor da parede, dos uniformes). Mostre que vale tocar qualquer coisa daquela cor, inclusive a roupa de um colega, se ele deixar. Depois passe o papel a uma criança e saia do centro.
Quando entrar e quando sair
Entre se a corrida virar empurrão (pare, lembre a regra de tocar de leve e retome) ou se uma criança não encontrar a cor e desanimar (segure um objeto da cor sem apontar a resposta). Saia assim que a brincadeira voltar a fluir.
O que observar
- Nomeação de cores: quais a criança reconhece ao ouvir? Quais nomeia quando é o elefante?
- Estratégia de busca: olha em volta antes de correr ou segue os colegas?
- Controle do corpo: para quando chega na cor, muda de direção, esbarra?
- Regra e vez: aceita ser pego? Quer ser sempre o elefante? Negocia?
O que registrar
Anote as cores que cada criança nomeou e as que reconheceu, com data. Em uma turma de bem pequenas, isso vira um registro simples de vocabulário em uso.
Importante: cuidados
- Espaço livre de quinas, degraus e tapetes soltos no caminho da corrida.
- Combine antes: toca de leve, não puxa a roupa do colega.
- Nada de correr para objetos no alto ou em cima de móveis; a cor tem que estar ao alcance.
- Em piso liso, meias fora. Em pátio, atenção a poças e areia fofa.
- Com muitas crianças, divida em dois grupos para evitar trombadas.
Davi: Antes de começar, a gente olha o chão e o espaço em volta. Depois é só brincar.
Momento em família
Em casa funciona com um adulto e uma criança: o adulto grita a cor e os dois procuram juntos, sem pega. Depois a criança grita. Em três frases, por que isso é bom para a criança: ela aprende os nomes das cores usando o corpo todo; treina olhar em volta e escolher; e exercita parar e recomeçar quando a regra manda.
Como chamam essa brincadeira na sua família? Conte para a professora: o nome entra na ficha.
De onde vem
Maira: Em alguns lugares o elefante vira camaleão, que muda de cor. Como é na sua escola?
O elefante colorido é uma brincadeira de pega da cultura infantil brasileira, de transmissão oral, muito presente em escolas e pátios desde pelo menos a segunda metade do século XX. O diálogo cantado ("Elefante colorido! Que cor? …") muda pouco de região para região; o que muda é o nome e o animal: elefantinho colorido, cor-cor, camaleão. Pertence à família das brincadeiras de perseguição com regra simples, próximas do pega-pega e da estátua.
Referências
- BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017.
- FRIEDMANN, Adriana. Brincar: crescer e aprender. O resgate do jogo infantil. São Paulo: Moderna, 1996.
- KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogos infantis: o jogo, a criança e a educação. Petrópolis: Vozes, 1993.
- MEIRELLES, Renata. Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil. São Paulo: Terceiro Nome, 2007.