Por que brincar importa

Brincar não é o intervalo do currículo da Educação Infantil. É o currículo. Esta página reúne, em linguagem direta, o que dizem a lei, a BNCC e os autores que fundamentam este acervo. Rascunho: texto a ser desenvolvido no TCC.

Maira: Toda brincadeira que está aqui alguém me ensinou. E alguém ensinou para essa pessoa antes.

Direito de brincar

O Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 16, IV) assegura o direito de brincar. O Marco Legal da Primeira Infância (Lei 13.257/2016) coloca o brincar entre as áreas prioritárias das políticas públicas para a infância. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2009) definem interações e brincadeira como eixos estruturantes das práticas pedagógicas.

O que diz a BNCC

A BNCC organiza a Educação Infantil em seis direitos de aprendizagem (conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se, conhecer-se) e cinco campos de experiência. Cada ficha deste acervo indica os campos predominantes e os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento com seus códigos. A relação é de leitura posterior: a brincadeira é o fim; os códigos ajudam a planejar e a documentar.

Brincar e desenvolvimento

Para Vygotsky, no faz de conta a criança se comporta além da própria idade: a brincadeira cria uma zona de desenvolvimento proximal. Piaget distingue jogos de exercício, simbólicos e de regras, o que ajuda a entender o que cabe a cada faixa etária. Wallon lembra que afeto e movimento constituem a pessoa, e que brincadeiras corporais e de roda têm lugar mesmo "sem conteúdo".

O papel do adulto

Brincar se aprende: Brougère chama isso de cultura lúdica, e Kishimoto mostra como as brincadeiras tradicionais são patrimônio transmitido oralmente. O adulto que conhece a brincadeira, propõe, observa e sabe quando entrar e quando sair é quem transforma a brincadeira em experiência educativa. Este acervo existe para qualificar esse adulto.

Na prática: Amarelinha

Referências